sexta-feira, 31 de julho de 2009

EXPRESSÕES POPULARES PORTUGUESAS


Algumas expressões populares portuguesas sofreram ao longo do tempo naturais alterações, generalizando o uso da expressão original provavelmente porque nunca os vimos escritos, mas que vamos repetindo o som.
Vem isto a propósito da oportunidade que tive em sessões presenciais de “Linguagem e Comunicação”, esclarecer junto dos formadores a forma como se diz e como se devem dizer algumas das mais vulgarizadas expressões.
Não dar a bota com a perdigota” é o provérbio mais usado, no entanto o original refere-se a “Não dá a cota com a perdigota” que significa que a cota “ponto de mira da arma” não dá certo com a perdigota”o alvo a atingir”
Ovelha ranhosa” é frequentemente utilizada esta expressão quando queremos dizer que num grupo de humanos, existe um elemento que destoa dos demais.
No entanto a expressão correcta e original é “ Ovelha ronhosa” que significa que num rebanho uma ovelha tem ronha, doença de pele com sintomas semelhantes aos da sarna e que ataca os animais.
Por último ouve-se igualmente bastantes vezes a expressão” Piar de fininho”, quando o que parece ser correcto é “Fiar de fininho” referindo-se esta expressão á forma de fiação com origens no Mesolítico.
Com a descoberta do fuso, instrumento para fiar á roca, foi melhorando a técnica, aumentando o rendimento do trabalho obtendo fios mais finos e regulares.
Haverá naturalmente outros provérbios que ao longo dos tempos sofreram o mesmo tipo de alterações por força da forma como os povos os adaptam.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

ABRI A JANELA


Após um premeditado interregno, voltei a abrir a janela esta semana em que voltei a sentir necessidade em escrever algo sobre a actualidade do nosso quotidiano.
Uma semana em que se comemorou o quadragésimo aniversário de uma extraordinária conquista do homem como foi a primeira presença em solo lunar, que me recordo ter assistido em directo pelos meios audiovisuais disponíveis na altura.
Decorridos estes anos sobre este espectacular feito, ainda alguns dos habitantes deste planeta estão incrédulos sobre tão nobre conquista.
Por ocasião das comemorações dos 40 anos da ida à Lua, os três astronautas da Apollo 11reuniram-se em Washington onde Neil Armstrong evidenciou o lado positivo da corrida ao espaço protagonizada pelos Estados Unidos e União Soviética.
Esta comemoração servirá de inspiração para continuar a prosseguir a grande meta da ida a Marte.
Uma semana em que os habitantes da Índia, Nepal, Bangladesh, Vietname, China e outros, observaram com grande entusiasmo o eclipse total do Sol, com a particularidade de este ter sido o mais longo deste século.
Era de dia e ficou escuro, as temperaturas desceram significativamente e o Sol ficou totalmente encoberto pela Lua durante seis minutos e trinta e nove segundos numa zona pouco habitada do Pacífico.
Esta duração recorde, só voltará a ser batida no ano 2132, segundo estudos dos especialistas.
Os eclipses ocorrem cerca de duas vezes por ano e muitos povos atribuem um carácter místico a este fenómeno.
Uma semana em que foi apresentada aos sócios e simpatizantes a equipa de futebol do GLORIOSO S.L.B versão 2009/2010,numa festa grandiosa e onde mais uma vez se renova a esperança de que desta vez é que vai ser.
Uma semana que encerrou os trabalhos da X legislatura, onde o Presidente da Assembleia da República, após uma maratona de votações regimentais, desejou melhores resultados a todos os que se candidatam às eleições legislativas de 27 de Setembro.
Uma semana em que foi anunciado que o desemprego em Portugal aumentou em Junho 28%, comparado com o mesmo período do ano passado, uma situação que deve continuar a exigir uma enorme reflexão do próximo governo seja qual for a cor política vencedora porque neste momento já foi ultrapassado o meio milhão, sob pena de cada vez bater-mos mais no fundo, não se perspectivando uma melhor qualidade de vida aos Portugueses e em particular aos jovens.
Uma semana onde a juntar ao aumento de infectados pela gripe HN1, infelizmente mais alguns portugueses foram vítimas de negligência na área da saúde pública que não comento por falta de conhecimentos, mas que receio que como de costume as habituais investigações e inquéritos não tenham resultados concretos em tempo útil.
Uma semana em que termino mais esta conversa ao acaso com uma reflexão de Eça de Queiroz e que considero estar extremamente actualizada.
"OS POLÍTICOS E AS FRALDAS DEVEM SER MUDADOS FREQUENTEMENTE E PELA MESMA RAZÃO"
Eça de Queroz









sábado, 4 de julho de 2009

ELEIÇÕES NO S.L.B.



Ontem realizou-se mais um acto eleitoral no S.L.B que acompanhei com particular atenção, bem como toda a campanha que o antecedeu e suas movimentações amplamente divulgadas por todos os órgãos de comunicação social.
Nalguns, foi demasiado evidente uma maior tendência para desinformar tentando deste modo criar alguma destabilização.
Ficou uma vez mais demonstrada a importância que o Benfica continua a ter neste país, pois só assim se justifica toda a "guerrilha" causada em volta da luta por um lugar de presidente do maior clube do mundo e por conseguinte uma marca com um enorme potencial de venda.
Alguém, num dos diversos debates sobre o assunto, afirmou que as eleições para presidente do S.L.B são o quarto acto eleitoral mais importante no país.
Até mesmo algum exagero verbal de ambas as candidaturas durante a campanha é aceitável se comparar-mos com o que normalmente se passa nos debates da assembleia da república e particularmente com as cenas presenciadas por todo o país no último debate sobre o estado da nação.
Não sei e também não fiquei devidamente esclarecido sobre se juridicamente haveria motivos para impugnar este acto eleitoral, isso é assunto que deve ser analisado por quem de direito.
O que sei e compreendi claramente é que a corrida ao lugar de presidente do BENFICA, é demasiado aliciante e que envolverá muitos interesses pessoais pois só deste modo se compreende que alguns nomes da nossa praça nestes momentos apareçam procurando protagonismo com a nítida intenção em promover a sua imagem pessoal, servindo-se do clube em vez de o servir.
O dia de ontem foi sem dúvida muito importante e espera-se que possa ser extremamente decisivo na concretização dos objectivos para o futuro próximo do clube da minha paixão
Não tinha e também não quis expressar preferências por candidatos, desejo apenas que o presidente eleito, juntamente com a sua equipa seja o mais indicado para continuar a projectar o clube para o lugar que lhe é devido e que não o deixe cair na banalidade a que tem sido colocado nos últimos tempos.
É tempo de colocar o clube no lugar que merece, conquistando os títulos à muito arredados e consequentemente tornar mais felizes cerca de seis milhões de portugueses.
Tenho uma grande paixão pelo Glorioso, por influência do meu pai e do meu padrinho de baptismo, tornei-me desde os primeiros dias de vida sócio do clube, teria neste momento quase sessenta anos de associado se não fosse a necessidade de tomar outras opções.
Conheci o velho estádio de madeira situado no Campo Grande e o antigo estádio da Luz que alguns anos mais tarde foi objecto de obras de beneficiação com o fecho total do 3º anel.
Fui durante muitos anos, presença assídua nas instalações do clube assistido a diversas modalidades e só não fui atleta na modalidade de ténis de mesa, por incompatibilidade de horários com os estudos e a profissão.
Vivi ao longo destes anos extraordinários momentos de exaltação clubista a par de alguns desaires, tenho bem gravado na memória grandes jogos de futebol que nem sempre tiveram como resultado final a vitória mas onde era garantido o espectáculo proporcionado pela constante massa humana.
Espero que os eleitos percebam definitivamente que é urgente criar condições para estabilizar o clube e blindar informações para o exterior a exemplo de outros, pois só assim na minha opinião os resultados desportivos surgirão.
VIVA O BENFICA.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

CONVERSAS AO ACASO " GUINÉ"




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AQUELE INVERNO

"DELFINS"

video

Aquele Inverno

Delfins


Há sempre um piano

um piano selvagem

que nos gela o coração

e nos trás a imagem

daquele inverno

naquele inferno
Há sempre a lembrança

de um olhar a sangrar

de um soldado perdido

em terras do Ultramar

por obrigação

aquela missão
Combater a selva sem saber porquê

e sentir o inferno a matar alguém

e quem regressou

guarda sensação

que lutou numa guerra sem razão..

. sem razão... sem razão...
Há sempre a palavra

a palavra "nação"

os chefes trazem e usam

pra esconder a razão

da sua vontade

aquela verdade
E para eles aquele inverno

será sempre o mesmo inferno

que ninguém poderá esquecer

ter que matar ou morrer

ao sabor do vento

naquele tormento
Perguntei ao céu: será sempre assim?

poderá o inverno nunca ter um fim?

não sei responder

só talvez lembrar

o que alguém que voltou a veio contar... recordar...

recordar...

Aquele Inverno