sábado, 13 de fevereiro de 2010

MAIS MENTIRAS, CONFUSÕES E OUTRAS.................. COMPLICAÇÕES

A imagem deste país tem de deixar de ser tão pobre e mediocre como reflectem alguns acontecimentos dos últimos dias.
No futebol continua a novela dos túneis e logo surgiu mais um caso, o das luvas supostamente oferecidas pelo Braga, a três jogadores do Leixões para ganharem ao Benfica.
Depois surge o caso entre o seleccionador nacional Carlos Queirós e o jornalista Jorge Baptista, com a particularidade de este não se ter passado no túnel do aeroporto.
Ainda em referência aos túneis os casos mais polémico que me ocorre, foram os do túnel do Terreiro do Paço quando das obras do metropolitano e esse sim meteu água que se fartou, e também o do túnel do Marquês que fez correr muita tinta.
Já agora e a propósito de túneis, uma sugestão aosvizinhos do outro lado da segunda circular.
Porque não é permitido atravessar esta via à superficie, porque não sugerir aos responsáveis pelo Sporting atravessarem o túnel de acesso ao estádio da Luz e perguntarem como foi que resolveram por lá os problemas que num passado recente minavam igualmente o clube.
Agora temos a polémica da mala que o jogador do Braga encomendou ao treinador adjunto do Benfica para a comprar em Lisboa, porque ao que parece não à no norte lojas representantes das famosas malas.
Bem pensado se calhar em qualquer feira semanal em Braga ou arredores, tinham encontrado alguma mesmo contrafeita e evitavam esta confusão.
Estava a evitar falar sobre política mas não resisto.
Este país anda demasiado nervoso, as nuvens continuam extremamente escuras e nem mesmo o “SOL” desta semana e a quadra carnavalesca parece conseguir animar mais a malta.
Não admira, cada vez são mais as dificuldades que a classe trabalhadora enfrenta e ao contrário do proclamado, contenção é só para alguns.
São demasiados problemas para um país já de si, extremamente fragilizado. É o BPP o BPN e a Face Oculta, são as anunciadas tentativas de censura prévia e o controle de outros órgãos de comunicação social, isto é apenas uma amostra da confusão que reina neste país onde cada vez é mais dificil saber afinal quem nos está a mentir, enquanto que os principais problemas das classes mais desfavorecidas continuam por se resolver.

domingo, 17 de janeiro de 2010

HAITI---MOMENTO FATAL


16h 53m
O MOMENTO TRÁGICO PARA MAIS DE 3 MILHÕES DE PESSOAS


A ILHA, ESTÁ SITUADA NO MEIO DE DUAS PLACAS TÉCTÓNICAS E NOS ÚLTIMOS 500 ANOS TEVE 12 GRANDES SISMOS




sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

FELIZ 2010


Regresso a este espaço, nos primeiros dias de um novo ano, dirigindo-me particularmente aos meus amigos e habituais visitantes do blogue em jeito de balanço superficial e após uma pausa no fim de 2009.
Um ano em que basicamente se falou de crise, de pandemia da gripe A e do vírus HN1, que ocupou grande parte dos serviços noticiosos o que até deu certo jeito, evitando-se assim em se falar de outras coisas.
Também foi um ano marcado por eleições, escutas e falências de milhares de empresas que fragilisaram mais ainda a economia nacional.
Uma crise que afinal segundo dados apurados no final do ano junto dos empresários, não teve reflexos negativos no volume de negócios das grandes lojas, das grandes marcas e das grandes superfícies comerciais, ao contrário do sucedido no ano anterior.
É caso para questionar se de facto a crise existe ou não e quem são verdadeiramente os mais afectados pela mesma.
Não tenho dúvidas que sim, que existe e que esteve aí bem activa, que está e estará para durar mais algum tempo, continuando a afectar sempre os mesmos.
Um vírus gripal com previsões catastróficas e notícias alarmantes publicadas diariamente nas primeiras páginas de todos os órgãos de comunicação social, sensacionais aberturas dos principais noticiários televisivos e radiofónicos, com exaustivos debates por todos os que se achavam ter opinião sobre o tema, mas que muitas vezes ao contrário de esclarecer uma população já de si mal informada, criou ainda mais confusão e pânico.
Opiniões a favor e contra relativamente a um processo de vacinação destinado a determinados grupos de cidadãos que agora por excesso de stock foi alargado a um leque mais vasto da população.
Um ano igualmente marcado pelos casos de cegueira que afectou alguns utentes do Hospital de Santa Maria e que ficou provado ter a sua causa em negligência.
Um ano em que não verifiquei o mínimo interesse de quem de direito em investigar e acabar com a corrupção.
Os casos BPP e BPN, Freeport entre outros, são o exemplo do que é possível acontecer neste país, perante a passividade e ingenuidade do governador do Banco de Portugal.
Um ano em que finalmente o tratado de Lisboa foi assinado e após muitas horas de sofrimento Portugal apurou-se para a fase final do campeonato do mundo de futebol a realizar-se na África do Sul em meados deste ano.
Vamos em 2010 continuar a viver em crise, aliás considero que os portugueses são de certeza o povo mais habilitado a viver contra este fenómeno porque enquanto a grande maioria dos países europeus apenas começaram a sentir os seus efeitos nos últimos dois anos, nós por cá já vivemos em crise acerca de dez anos.
Será segundo os entendidos na área o ano da verdade, o ano em que tudo o que não estiver bem estruturado irá naturalmente ruir.
Vão ruir os projectos pessoais, políticos económicos e financeiros mal estruturados, vão ruir as relações humanas fragilizadas e tudo o resto que não esteja bem suportado.
Por isso creio irá ser um ano de afirmação e onde desejo e espero que todos tenham as mesmas oportunidades em concretizarem os objectivos a que se propuserem.
Um ano que começa com notícias de avultados estragos provocados por um pontual mas esperado agravamento das condições meteorológicas que resultou em extensos prejuízos de vária ordem com especial significado na área da agricultura, mas que mais uma vez evidencia não estar-mos preparados para os pequenos efeitos da natureza.
Um ano onde oficialmente é divulgado o maior aumento percentual de desempregados de sempre, ocupando Portugal o 4º lugar dos países europeus com maior taxa que já se situa perto dos 10,5%.
Notícias também já habituais mas que não deixam de exigir alguma reflexão da nossa sociedade, sobre o avultado número de idosos que por altura das épocas festivas são abandonados nas urgências dos hospitais, ou como mais recentemente noticiado aconteceu a um grupo de idosas armazenadas e entregues a si próprias ficando trancadas num espaço a que chamavam lar sem as mais básicas condições de apoio médico, logístico ou higiénico.
Somos um povo que quando mobilizado e em grupo, responde afirmativamente na defesa sem reservas das grandes causas e isso ficou uma vez mais provado durante o ano que findou, é chegado o momento de individualmente olharmos para o lado e comparticiparmos com pequenos gestos e atitudes que minimizem os momentos menos bons de quem nos rodeia.
Apesar de tudo somos um povo a necessitar de aumentar a sua auto-estima, gestos simples como um "Bom Dia" um "Sorriso" ou um "Olá", poderiam contribuir para que todos fossemos um pouco mais felizes.
Bem sei que o Carnaval está já aí, depois vem a Páscoa o Rock In Rio, os Santos Populares, as festas na aldeia, o Campeonato do Mundo de Futebol e em menos de nada as férias de verão, portanto estão reunidas as condições para um país em festa num ano bem diversificado e preenchido.
Aproveitem bem os intervalos, sejam felizes e tenham muita saúde.
Um abraço

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

À Procura da Estabilidade


Deixei de pertencer ao extenso número de desempregados deste país, numa altura em que de acordo com os dados tornados públicos pelo Gabinete de Estatística da União Europeia, o desemprego em Portugal atingiu os 10,2%.
Passei por um período de 38 meses que representou um duro golpe difícil de ultrapassar até porque mais elementos do meu agregado familiar se encontravam na mesma situação.
Foi um tempo em que apesar da difícil situação, nunca deixei de cumprir com os compromissos e responsabilidades adquiridas, nunca me deixei abater pela situação e nunca me entreguei ao absentismo, procurando das várias formas ao meu alcance colmatar as dificuldades surgidas e até aproveitei para melhorar o nível dos meus conhecimentos gerais e académicos, conhecer gente muito interessante e aumentar o número dos meus amigos.
Mesmo assim, não foi fácil gerir um tempo em que de alguma forma por vezes me senti marginalizado, por parte de uma sociedade que apesar de conhecer a realidade, olha para o lado. Enviava currículos que não tinham resposta ou quando as tinham , eram demasiado evasivas, procurei de porta a porta, apresentar a minha disponibilidade e experiência para encontrar uma saída, mas apenas recebia sinais de alguma compreensão e alguns sorrisos amarelados. Tive de fazer prova efectiva de procura de emprego e apresentações quinzenais como se tivesse cometido alguma ilegalidade pelo facto de ter sido abruptamente empurrado para a situação, enquanto alguns com rendimentos acima da média recebem apoios de vária ordem, sem qualquer tipo de control.
Aos vinte e um anos vi os meus objectivos profissionais e académicos interrompidos por força de me terem enviado para uma guerra que ainda hoje deixa imensas marcas numa parte significativa da sociedade portuguesa.
Aos cinquenta e seis anos, novo golpe na estabilidade pessoal e familiar, passei a ser designado por "Desempregado de longa duração" e agora muito perto dos sessenta, é quase como recomeçar quase tudo de novo porque só quem passa por situação semelhante pode imaginar as mazelas que a situação deixa e que precisam de ser tratadas.
A taxa de desemprego acima referida atinge sobretudo os jovens até aos vinte e cinco anos que representam cerca de 20% dos desempregados.
È aqui que pode residir o maior receio pelo futuro dos jovens e do país, jovens que perante as actuais perspectivas se vêm forçados a emigrar, procurando noutros países saídas que não encontram em Portugal.
Enquanto isto Portugal continua absorvido por demasiados casos pendentes na justiça, “Casa PiaFreeport” “BPP” “BPN” “Face Oculta”, são apenas alguns exemplos de preocupação não apenas para o cidadão comum, pois até alguns ex políticos já manifestaram extrema preocupação e suspeitas sobre a justiça portuguesa.
Receio que ao longo do tempo em que se arrastam todos estes processos se vão apagando marcas importantes e que no final a montanha tenha parido um rato.
Estamos em Dezembro e alguns vão passar bem ao lado da realidade distraídos com a pompa resultante da organização da cimeira Ibero-Americana, da entrada em vigor do tratado de Lisboa, com o imenso espaço dedicado aos grandes confrontos futebolísticos e com a euforia e celebrações das festividades que se aproximam.
Estejamos atentos porque momentos muito difíceis vêem aí, provavelmente nos próximos anos haverá países Europeus à beira da banca rota e difícil será a médio prazo Portugal não voltar a estar envolvido noutro conflito bélico.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

100 STRESS


Pois é, não vale a pena entrar em stress porque a sociedade em que vivemos nos presenteia quase diariamente com factos e actos de corrupção activa, tráfico de influências e outros que nos levaria a estados permanentes de stress, indignação, raiva etc,etc.etc.
José Saramago, segundo o próprio escreve para desassossegar, eu faço-o como terapia para libertar os sentimentos atrás descritos.
Não vale a pena olhar-mos para o lado ou andar distraídos com outras coisas, a realidade está aí bem presente e todos os dias a bola de neve ganha volume.
Felizmente, hoje alguma comunicação social pratica um jornalismo de intervenção, está atenta e vai permitindo que tenhamos conhecimento do que se vai passando neste país, de outra forma estas e outras situações não saíam do interior das paredes dos gabinetes e dos centros de decisão.
O país está a saque e nas mãos de alguns senhores que ora em funções na área da politica ou em empresas publicas e privadas, continuam a ocupar cargos importantes e auferindo rendimentos que são um escãndalo considerando a situação económica em que vivemos.
Empresas públicas às quais todos nós estamos dependentes e vinculados por contractos de prestação de bens e serviços e que não assumem de forma correcta a sua parte, porque estão minadas de gente que escudados pelos altos cargos que ocupam, não estão para servir a comunidade mas sim para se servirem.
"Face oculta" é o nome da investigação a decorrer que indicia haver ainda muita gente oculta num processo onde espero, embora não acredite, não demore muito tempo a se concluir ou não vá para a gaveta e mais uma vez os poderosos não são condenados continuando impunemente a ocupar cargos previligiados na sociedade.
Não quero presonalizar empresas ou pessoas responsáveis que estão indiciadas como arguidas neste processo, quero apenas manter a esperança que de uma vez por todas se faça justiça.
Mas o mais certo e como hoje ouvi pela boca de pessoas com responsabilidade neste país, é que daqui a pouco tempo tudo esteja arquivado, não se encontrando culpados e se deixe de falar no assunto.
Não podemos continuar a permitir que façamos parte de uma sociedade onde economistas que são actuais e ex responsaveis politicos, gestores ou empresários se manifestem de forma arrogante contra o aumento do salário minimo nacional.
Não podemos continuar a permitir que a soma dos portugueses a receber rendimento social de inserção, complento social para idosos, subsídio de desemprego entre outros existentes, ronde já os 40% da população.
Não podemos continuar a permitir haver centenas de milhar de jovens a sair de Portugal porque perderam a esperança de encontrar um futuro estável na sua terra.
Também não podemos continuar a permitir que face a este quadro se continue a injectar altas verbas em instituições bancárias falidas, só porque existem interesses que envolve gente influente, enquanto os patrões dizem que as empresas não têm condições para cumprir o já anteriormente esbabelecido relativamente ao valor do ordenado minimo nacional.
Pretendo sem perder o sentido critico, manter um espírito construtivo e ter a esperança que a médio ou longo prazo algo se altere para bebeficio das novas gerações.
"Se eu podia viver sem estes comentários? eu poder podia, mas não era a mesma coisa"