quinta-feira, 23 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
MEU CANTO DE GUERRA
Pesquisei, encontrei e gostei, como tal resolvi partilhar convosco um dos poemas de Solano Trindade.
Poeta pernambucano, filho de um sapateiro, nascido
em 1908. Emigrou para São Paulo. Foi operário e colaborou
na imprensa. Trabalhou no cinema e manteve um grupo teatral
folclórico por vários anos. Escreveu Poemas de uma Vida
Simples e Cantares do Meu Povo.
MEU CANTO DE GUERRA
Poeta pernambucano, filho de um sapateiro, nascido
em 1908. Emigrou para São Paulo. Foi operário e colaborou
na imprensa. Trabalhou no cinema e manteve um grupo teatral
folclórico por vários anos. Escreveu Poemas de uma Vida
Simples e Cantares do Meu Povo.
MEU CANTO DE GUERRA
Eu canto na guerra,
Como cantei na paz,
Pois o meu poema
É universal.
É o homem que sofre,
O homem que geme,
É o lamento
Do povo oprimido,
Da gente sem pão...
É o gemido
De todas as raças,
De todos os homens.
É o poema
da multidão!
Como cantei na paz,
Pois o meu poema
É universal.
É o homem que sofre,
O homem que geme,
É o lamento
Do povo oprimido,
Da gente sem pão...
É o gemido
De todas as raças,
De todos os homens.
É o poema
da multidão!
MEU GRITO

Ausente deste espaço desde o passado mês de Julho, hoje acordei com vontade de voltar às "conversas ao acaso", numa altura em que muitos provavelmente estarão já a sofrer do stress térmico…das férias de verão.
Mas, mais grave do que este sintoma provocado pelo fim das férias, é o facto de estarmos todos a pactuar com o actual estado da economia e não só do país.
Um país onde até os bebés que vão nascer já foram enganados.
Um país onde o frequente discurso optimista do primeiro-ministro, é irreal, pois é o único que não vê ou não quer ver a falta de competitividade do país.
O governo existe, mas não governa a oposição existe mas não faz oposição a um governo e primeiro-ministro persistente e teimoso.
Estamos perante um dos momentos mais difíceis da economia num país cada vez mais injusto e cada vez mais endividado.
Foram precisos quarenta anos para correr com os outros senhores que colocaram Portugal numa situação que só alguns de nós conhecemos.
Estão quase decorridos outros quarenta anos e andam agora outros a deixar o país numa situação cada vez mais frágil.
Do que é que estamos à espera?
Não tínhamos dúvidas, viremo-nos para o lado e são quase todos iguais num país onde o crime e a corrupção compensam.
Por cada hora que passa, Portugal endivida-se em mais de 2 milhões de euros.
Estou farto da actividade da maioria dos políticos baseada na mentira, no engano e na dissimulação.
Já chega de equilibrismos justificando males menores e de comissões de inquérito que não passam de uma fantochada de dúbia credibilidade dos deputados.
Basta de consensos em nome da salvação nacional.
Com Bartolomeus Dias destes, ainda hoje o Cabo da Boa Esperança estava por dobrar.
É tempo de parar com o aumento dos impostos camuflados sobre a classe trabalhadora, os reformados e pensionistas.
É tempo de acabar com a ineficácia da justiça, com o despesismo do governo e com os diagnósticos que indicam que a situação é insustentável mas depois não se vê tomarem medidas.
É tempo de pararem com o politicamente correcto usado e abusado pelo sistema partidário, deixem de dizer que o primeiro-ministro é incompetente e depois porque outros interesses se levantam, não apresentam ou não apoiam as moções de censura.
O ego nacional está em baixo, mas as pensões de luxo sobem cada vez mais.
Reformas superiores a 4000 euros mensais, já ultrapassam as 5500, ou seja mais 55 por cento face ao ano de 2004, e escuso-me de mencionar aqui os nomes e os valores de muitos dos conhecidos da nossa praça que estão inseridos neste lote.
Discutam não só os ordenados mínimos, mas também os ordenados máximos.
Despesas orçamentadas pelo primeiro- ministro e 15 ministros, subiram um milhão de euros face a 2009.
São dados que diariamente nos chegam através da comunicação social.
Vamos ganhar menos e comprar mais caro, devíamos pois poder responder na cara dos políticos que elegemos que não foi para isso que votámos.
Quem está reformado e até continua a descontar, não está a receber nenhum favor, pagou e duramente o pouco que agora recebe.
Ponham todos os portugueses a receber o rendimento mínimo e entreguem ao governo o resto do dinheiro.
Pois é, isto é um grande problema, mas o pior de tudo é não ter nenhum problema.
Não queiramos retroceder, não queiramos voltar ao tempo em que nos davam apenas um canal de televisão a preto e branco e nos impingiam uns plásticos azuis fazendo de conta que estávamos a ver Tv. a cores.
Agora sim, agora é que é preciso “FORÇA PORTUGAL”
Mas, mais grave do que este sintoma provocado pelo fim das férias, é o facto de estarmos todos a pactuar com o actual estado da economia e não só do país.
Um país onde até os bebés que vão nascer já foram enganados.
Um país onde o frequente discurso optimista do primeiro-ministro, é irreal, pois é o único que não vê ou não quer ver a falta de competitividade do país.
O governo existe, mas não governa a oposição existe mas não faz oposição a um governo e primeiro-ministro persistente e teimoso.
Estamos perante um dos momentos mais difíceis da economia num país cada vez mais injusto e cada vez mais endividado.
Foram precisos quarenta anos para correr com os outros senhores que colocaram Portugal numa situação que só alguns de nós conhecemos.
Estão quase decorridos outros quarenta anos e andam agora outros a deixar o país numa situação cada vez mais frágil.
Do que é que estamos à espera?
Não tínhamos dúvidas, viremo-nos para o lado e são quase todos iguais num país onde o crime e a corrupção compensam.
Por cada hora que passa, Portugal endivida-se em mais de 2 milhões de euros.
Estou farto da actividade da maioria dos políticos baseada na mentira, no engano e na dissimulação.
Já chega de equilibrismos justificando males menores e de comissões de inquérito que não passam de uma fantochada de dúbia credibilidade dos deputados.
Basta de consensos em nome da salvação nacional.
Com Bartolomeus Dias destes, ainda hoje o Cabo da Boa Esperança estava por dobrar.
É tempo de parar com o aumento dos impostos camuflados sobre a classe trabalhadora, os reformados e pensionistas.
É tempo de acabar com a ineficácia da justiça, com o despesismo do governo e com os diagnósticos que indicam que a situação é insustentável mas depois não se vê tomarem medidas.
É tempo de pararem com o politicamente correcto usado e abusado pelo sistema partidário, deixem de dizer que o primeiro-ministro é incompetente e depois porque outros interesses se levantam, não apresentam ou não apoiam as moções de censura.
O ego nacional está em baixo, mas as pensões de luxo sobem cada vez mais.
Reformas superiores a 4000 euros mensais, já ultrapassam as 5500, ou seja mais 55 por cento face ao ano de 2004, e escuso-me de mencionar aqui os nomes e os valores de muitos dos conhecidos da nossa praça que estão inseridos neste lote.
Discutam não só os ordenados mínimos, mas também os ordenados máximos.
Despesas orçamentadas pelo primeiro- ministro e 15 ministros, subiram um milhão de euros face a 2009.
São dados que diariamente nos chegam através da comunicação social.
Vamos ganhar menos e comprar mais caro, devíamos pois poder responder na cara dos políticos que elegemos que não foi para isso que votámos.
Quem está reformado e até continua a descontar, não está a receber nenhum favor, pagou e duramente o pouco que agora recebe.
Ponham todos os portugueses a receber o rendimento mínimo e entreguem ao governo o resto do dinheiro.
Pois é, isto é um grande problema, mas o pior de tudo é não ter nenhum problema.
Não queiramos retroceder, não queiramos voltar ao tempo em que nos davam apenas um canal de televisão a preto e branco e nos impingiam uns plásticos azuis fazendo de conta que estávamos a ver Tv. a cores.
Agora sim, agora é que é preciso “FORÇA PORTUGAL”
quarta-feira, 21 de julho de 2010
ANIMAIS ABANDONADOS

Todos os anos se repete o mesmo mas este ano segundo as associações de protecção aos animais, tem aumentado o número de s abandonados.
Alertar consciências para a responsabilidade de cada um, é um papel de toda a sociedade.
É necessário conhecer exemplos de outros países da Europa ou até mesmo da América Latina, onde a legislação de protecção aos animais está muito mais evoluída do que em Portugal.
É necessário responsabilizar e cadastral os donos que inflijam maus tratos ou abandonem os seus amigos de quatro patas.
Um cão ou um gato é um espelho do seu dono, é este que tem de educar o animal e não o contrário.
A falta de responsabilização a que se assiste, leva a uma solução mais fácil na maioria das vezes não traz consequências.
Os animais não podem ser considerados objectos descartáveis ou brinquedos de prateleira, é urgente que entre em vigor uma politica que envolva mais controle na aquisição e adopção dos mesmos e maior atenção das autoridades, das associações e de toda a sociedade.
Substituir canis de abate por canis de adopção e com o apoio das autarquias promover espaços de alojamento onde o animal pudesse ficar durante a ausência dos donos mediante um determinado pagamento, seria uma forma de preservar o bem-estar do animal e a criação de receita para as associações aderentes.
Outra forma de atenuar o crescente número de abandonos, seria implementar e apoiar campanhas de esterilização durante todo o ano.
São seres puros leais e amigos e sensibiliza-me muito o seu abandono, acto que deveria ser considerado crime e quando identificados os seus autores deveriam ser obrigados a cumprir entre outras punições, trabalho comunitário num canil municipal ou de uma associação de forma a entenderem bem perto o sofrimento destes seres.
Vivemos num país demasiado brando para quem maltrata os humanos, não é de admirar que os animais sejam tratados da forma como são, mas urge alterar a mentalidade tacanha e fazer as pessoas entenderem que os animais são uma responsabilidade dos donos e que têm necessidades básicas que precisam de ser cumpridas.
Se na escola primária houvesse o cuidado de levantar esta questão, muito provavelmente num futuro próximo a nossa sociedade teria um comportamento diferente.
Qualquer pretexto serve para abandonar um animal de estimação quando se torna incómodo; está demasiado grande, já não brinca, está velho, ladra muito ou larga muito pêlo e até a crise económica veio agravar a situação.
Estejamos atentos e saibamos junto das autoridades denunciar situações que não contemplem os direitos dos animais.
Alertar consciências para a responsabilidade de cada um, é um papel de toda a sociedade.
É necessário conhecer exemplos de outros países da Europa ou até mesmo da América Latina, onde a legislação de protecção aos animais está muito mais evoluída do que em Portugal.
É necessário responsabilizar e cadastral os donos que inflijam maus tratos ou abandonem os seus amigos de quatro patas.
Um cão ou um gato é um espelho do seu dono, é este que tem de educar o animal e não o contrário.
A falta de responsabilização a que se assiste, leva a uma solução mais fácil na maioria das vezes não traz consequências.
Os animais não podem ser considerados objectos descartáveis ou brinquedos de prateleira, é urgente que entre em vigor uma politica que envolva mais controle na aquisição e adopção dos mesmos e maior atenção das autoridades, das associações e de toda a sociedade.
Substituir canis de abate por canis de adopção e com o apoio das autarquias promover espaços de alojamento onde o animal pudesse ficar durante a ausência dos donos mediante um determinado pagamento, seria uma forma de preservar o bem-estar do animal e a criação de receita para as associações aderentes.
Outra forma de atenuar o crescente número de abandonos, seria implementar e apoiar campanhas de esterilização durante todo o ano.
São seres puros leais e amigos e sensibiliza-me muito o seu abandono, acto que deveria ser considerado crime e quando identificados os seus autores deveriam ser obrigados a cumprir entre outras punições, trabalho comunitário num canil municipal ou de uma associação de forma a entenderem bem perto o sofrimento destes seres.
Vivemos num país demasiado brando para quem maltrata os humanos, não é de admirar que os animais sejam tratados da forma como são, mas urge alterar a mentalidade tacanha e fazer as pessoas entenderem que os animais são uma responsabilidade dos donos e que têm necessidades básicas que precisam de ser cumpridas.
Se na escola primária houvesse o cuidado de levantar esta questão, muito provavelmente num futuro próximo a nossa sociedade teria um comportamento diferente.
Qualquer pretexto serve para abandonar um animal de estimação quando se torna incómodo; está demasiado grande, já não brinca, está velho, ladra muito ou larga muito pêlo e até a crise económica veio agravar a situação.
Estejamos atentos e saibamos junto das autoridades denunciar situações que não contemplem os direitos dos animais.
domingo, 20 de junho de 2010
SARAMAGO 1922-2010

Não conheço profundamente nem o homem nem a sua obra, mas isso não me impede de dedicar-lhe algumas linhas neste espaço, como forma muito simples de homenagear particularmente a sua coerência.
Nasceu a 16 de Novembro na Rua da Alagoa da Azinhaga, (Golegã) no seio de uma família de camponeses. Seu pai José de Sousa era jornaleiro e sua mãe Maria de Jesus, doméstica.
O seu nome, Saramago, advém de um lapso cometido pelo funcionário do registo civil que incluiu o nome de alcunha, tornando-se o primeiro Saramago da família Sousa, pois não fora este lapso o seu nome seria José de Sousa.
Com três anos veio com a família viver para Lisboa e aqui fez os seus estudos e iniciou a sua actividade profissional como serralheiro mecânico nas oficinas dos Hospitais Civis de Lisboa.
O seu primeiro romance é publicado em 1947 e tem por título “Terra do Pecado”.
Após um percurso alternado entre novas publicações e experiências profissionais diversas, é distinguido com variadíssimos prémios como reconhecimento da sua obra.
São simultaneamente alguns anos de uma vivência algo conturbada que o levam a instalar-se em Lanzarote com a sua terceira esposa Pilar del Rio.
Foi um homem muito coerente e de grandes convicções
Em 1998 a academia sueca atribui-lhe o Nobel da literatura, quer no nosso país quer no estrangeiro, surgiram os aplausos ao mesmo tempo que a indiferença e a hostilidade
O mais militante e o mais polémico dos escritores portugueses
Era sem papas na língua que dentro ou fora de Portugal não aprovava práticas que no seu entender transgrediam as convenções, tratados e legislações nacionais
Em termos literários completou-se escrevendo poesia, teatro, conto, memórias, critica literária em jornais e revistas e até escreveu para crianças.
A sua vasta obra traduzida em mais de 30 países e foi distinguida com numerosos prémios nacionais e internacionais.
Após o Nobel, Saramago este muito activo em aparições públicas em muitas das quais entrou em rota de colisão com instituições e governos.
Mesmo aqueles que nem sempre demonstraram grande simpatia e apreço por José Saramago quer como homem quer como escritor, não se esqueceram de o homenagear publicamente.
Citando um dos muitos populares nas cerimónias que antecederam o seu funeral, “Saramago disse sempre aquilo que provavelmente todos nós queríamos dizer”
Nasceu a 16 de Novembro na Rua da Alagoa da Azinhaga, (Golegã) no seio de uma família de camponeses. Seu pai José de Sousa era jornaleiro e sua mãe Maria de Jesus, doméstica.
O seu nome, Saramago, advém de um lapso cometido pelo funcionário do registo civil que incluiu o nome de alcunha, tornando-se o primeiro Saramago da família Sousa, pois não fora este lapso o seu nome seria José de Sousa.
Com três anos veio com a família viver para Lisboa e aqui fez os seus estudos e iniciou a sua actividade profissional como serralheiro mecânico nas oficinas dos Hospitais Civis de Lisboa.
O seu primeiro romance é publicado em 1947 e tem por título “Terra do Pecado”.
Após um percurso alternado entre novas publicações e experiências profissionais diversas, é distinguido com variadíssimos prémios como reconhecimento da sua obra.
São simultaneamente alguns anos de uma vivência algo conturbada que o levam a instalar-se em Lanzarote com a sua terceira esposa Pilar del Rio.
Foi um homem muito coerente e de grandes convicções
Em 1998 a academia sueca atribui-lhe o Nobel da literatura, quer no nosso país quer no estrangeiro, surgiram os aplausos ao mesmo tempo que a indiferença e a hostilidade
O mais militante e o mais polémico dos escritores portugueses
Era sem papas na língua que dentro ou fora de Portugal não aprovava práticas que no seu entender transgrediam as convenções, tratados e legislações nacionais
Em termos literários completou-se escrevendo poesia, teatro, conto, memórias, critica literária em jornais e revistas e até escreveu para crianças.
A sua vasta obra traduzida em mais de 30 países e foi distinguida com numerosos prémios nacionais e internacionais.
Após o Nobel, Saramago este muito activo em aparições públicas em muitas das quais entrou em rota de colisão com instituições e governos.
Mesmo aqueles que nem sempre demonstraram grande simpatia e apreço por José Saramago quer como homem quer como escritor, não se esqueceram de o homenagear publicamente.
Citando um dos muitos populares nas cerimónias que antecederam o seu funeral, “Saramago disse sempre aquilo que provavelmente todos nós queríamos dizer”
Acrescento que para min, Saramago foi um homem "Levantado do Chão"
sábado, 5 de junho de 2010
ENVELHECER EM PORTUGAL

A propósito de um programa de televisão recentemente emitido quero expressar a minha opinião sobre a velhice em Portugal, um processo fisiológico próprio dos seres vivos.
Somos o 7º país mais envelhecido do mundo e 40% dos portugueses com mais de 65 anos, passam oito ou mais horas por dia sozinhos.
São segundo o Instituto Nacional de Estatística, 321 mil idosos completamente desprotegidos durante largas horas, havendo nestes uma percentagem superior de mulheres.
Problemas económicos e a solidão, são identificados como os principais problemas que atigem actualmente os idosos, muitos não têm capacidade financeira para adquirirem alimentos e o custo dos produtos alimentares é uma das razões para não fazerem refeições mais saudáveis.
Somos um país com muito trabalho a fazer pelos nossos idosos que segundo relatos frequentes são muitas vezes tratados como uma encomenda.
É evidente a enorme falta de tratamento afectivo ou carinho e mesmo nos grandes hospitais, salvo raras excepções, não lidam com esta faixa etária da forma mais correcta, porque não há ou são muito poucos os clínicos especializados em geriatria
Os cuidados ao domicílio apoiados pela segurança social ou por outras instituições de solidariedade, não conseguem uma resposta que permita uma velhice digna embora este facto resulte também de outros factores de âmbito muito complexo.
Ao contrário do que sucede na Suécia país que se caracteriza pelo elevado nível de protecção social praticado nomeadamente aos idosos em Portugal, os elementos prestadores de serviços são frequentemente rodados de forma a não criarem qualquer tipo de afectividade com os idosos e doentes.
É claro que nenhum país conseguirá algum dia atingir níveis de perfeição no entanto seria óptimo seguir alguns exemplos da Suécia onde o respeito e o cumprimento dos direitos humanos e especificamente os direitos dos idosos estão na linha da frente.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
ESTÁ BEM, ESTÁ.

Nem sempre é fácil pegar numa folha de papel ou abrir uma página de computador em branco e começar a escrever, no entanto faço-o pontualmente por necessidade de deitar cá para fora o grito de revolta que sinto face à triste realidade que nos rodeia.
Quando terminarem os festejos comemorativos da vitória do BENFICA e da compreensível euforia motivada pela visita de Bento XVI, vão ver finalmente o pesadelo que tiveram ao conhecerem as medidas que o governo acaba de anunciar para combater a crise.
Não pretendo entrarem pormenores de decisões políticas porque a confusão é mais que muita e os discursos mudam radicalmente no espaço de poucos dias e basta apenas estar um pouco atento.
Quem estiver minimamente atento, trabalhadores por conta de outrem, reformados, pensionistas e desempregados, terão o mesmo sentimento que eu, o sentimento de que estamos a ser roubados.
Quando terminarem os festejos comemorativos da vitória do BENFICA e da compreensível euforia motivada pela visita de Bento XVI, vão ver finalmente o pesadelo que tiveram ao conhecerem as medidas que o governo acaba de anunciar para combater a crise.
Não pretendo entrarem pormenores de decisões políticas porque a confusão é mais que muita e os discursos mudam radicalmente no espaço de poucos dias e basta apenas estar um pouco atento.
Quem estiver minimamente atento, trabalhadores por conta de outrem, reformados, pensionistas e desempregados, terão o mesmo sentimento que eu, o sentimento de que estamos a ser roubados.
Quem estiver minimamente atento, perceberá que o fosso entre os dez por cento mais pobres e os dez por cento mais ricos, cada vez é maior.
Quem estiver minimamente atento, verificará que quando necessita de recorrer ao crédito, são aplicadas taxas de juroque deveriam ser consideradas ilegais.
Sinto-me assaltado quando vejo alguns dos eleitos por nós para nos representar na assembleia da república auferindo chorudos vencimentos e beneficiando de regalias únicas, passem o tempo a ler o jornal ou se distraiam de outra forma em vez de serem mais interventivos.
Sinto-me roubado quando vejo serem atribuídas reformas chorudas a quem pouco descontou e não trabalhou, exemplos destes não faltam.
Sinto-me roubado cada vez que vou a um posto de abastecimento de combustível.
Mas há muito mais, pois é bom que saibamos como se governam quem nos governa.
Não basta aumentar impostos se nada se fizer para aumentar as receitas,naturalmente será muito complicado, pois quando ouvimos os economistas, e não percebemos metade do que dizem, se calhar ainda bem.
Sinto-me assaltado quando vejo alguns dos eleitos por nós para nos representar na assembleia da república auferindo chorudos vencimentos e beneficiando de regalias únicas, passem o tempo a ler o jornal ou se distraiam de outra forma em vez de serem mais interventivos.
Sinto-me roubado quando vejo serem atribuídas reformas chorudas a quem pouco descontou e não trabalhou, exemplos destes não faltam.
Sinto-me roubado cada vez que vou a um posto de abastecimento de combustível.
Mas há muito mais, pois é bom que saibamos como se governam quem nos governa.
Não basta aumentar impostos se nada se fizer para aumentar as receitas,naturalmente será muito complicado, pois quando ouvimos os economistas, e não percebemos metade do que dizem, se calhar ainda bem.
É esta a classe política que tem a lata de pedir ainda mais sacrifícios aos portugueses para debelar uma crise que podia de alguma forma ser suavizada, não fora os desvios cometidos num passado próximo.
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