Mais um fim de semana pouco agradável e este particularmente porque a meteorologia teima em não colaborar e porque acabei de assistir á entrega do título de campeão nacional ao F. C. Porto, pelo Benfica e pelos sucessivos lapsos dos seus jogadores e do seu treinador nos últimos jogos e como se isso só não fosse já suficiente, também pelos lapsos da equipa de abritagem nomeadamente este fim de semana.
Felismente e para terminar mesmo a noite, propociona-me assistir a um programa musical de imitações que independentemente de se gostar ou não do género, está semanalmente a descobrir autênticos valores nacionais que andavam por aí esquecidos e que segundo os entendidos na matéria, não ficam a dever nada a alguns dos grandes nomes internacionais.
É tempo de os responsáveis portugueses apoiarem estes artistas em vez de esbanjarem milhares de euros em contractos e mordomias com estrangeiros de qualidade duvidosa.
Está na hora de fechar o portátil, enquanto a festa continua nas ruas do Porto e três canais da nossa televisão estão a dedicar-lhe o tempo de antena que consideram justificado.
Uma boa semana
segunda-feira, 30 de abril de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
DIAS CINZENTOS
Mais um fim de semana incaracteristico, temperaturas baixas, chuva alternando com algumas abertas, enfim um daqueles que mais convida para qualquer actividade dentro de portas do que ao ar livre.
A crise chegou também ao futebol com jogadores a rescindirem contractos por falta de pagamento dos seus salários.
Este facto em meu entender não é só de agora nem apenas com a colectividade onde se despoletou a situação, creio que há mais e já a algum tempo com situações semelhantes mas que por via dos altos interesses que dominam este negócio têm sido abafados.
Também noutros sectores de actividade, estão a aumentar o número de trabalhadores cujos vencimentos estão a sofrer atrasos condireváveis e estão igualmente a crescer o número de rescisões por extinção do posto de trabalho, com todas as consequências que daí advém e com a conivência do poder politico situado em Lisboa, mas comandado por Bruxelas e arredores.
Uma situação não justifica outra, mas noticias como "trio incendeia carrinha dos CTT", "dupla com faca sequestra e rouba mulher" "assaltam loja de bombas de combustível para roubar ATM"ou "invadem papelaria para roubar apostas,"estão a aumentar assustadoramente criando um enorme sentimento de insegurança junto dos nossos cidadãos quer do litoral e dos grandes centros como do interior.
A crise chegou também ao futebol com jogadores a rescindirem contractos por falta de pagamento dos seus salários.
Este facto em meu entender não é só de agora nem apenas com a colectividade onde se despoletou a situação, creio que há mais e já a algum tempo com situações semelhantes mas que por via dos altos interesses que dominam este negócio têm sido abafados.
Também noutros sectores de actividade, estão a aumentar o número de trabalhadores cujos vencimentos estão a sofrer atrasos condireváveis e estão igualmente a crescer o número de rescisões por extinção do posto de trabalho, com todas as consequências que daí advém e com a conivência do poder politico situado em Lisboa, mas comandado por Bruxelas e arredores.
Uma situação não justifica outra, mas noticias como "trio incendeia carrinha dos CTT", "dupla com faca sequestra e rouba mulher" "assaltam loja de bombas de combustível para roubar ATM"ou "invadem papelaria para roubar apostas,"estão a aumentar assustadoramente criando um enorme sentimento de insegurança junto dos nossos cidadãos quer do litoral e dos grandes centros como do interior.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
JUSTIÇA CEGA
Enquanto mais de 800 mil portugueses perdem isenção nas taxas moderadoras, só porque recebem pensões ou salários no conjunto do seu agregado familiar superior a 628,83 euros ou ainda porque fruto das suas economias durante anos de trabalho possuem uma conta poupança,outros que igualmente portugueses nasceram com outro estatuto benefeciam de pensões chorudas com o conhecimento de um governo que diariamente apregoa a justiça social, mas que mais não faz do que assobiar para o lado, não agindo com a mesma velocidade com que faz os cortes ás classes mais desfavorecidas.
Os suspeitos de corrupção, aumentam e continuam impunes porque a investigação é propositadamente lenta e porque se rodeiam de influentes advogados que de recurso em recurso vão adiando sine die, a responsabilização dos seus actos.
Um país com quase novecentos anos de história que não consegue resolver casos como o de Duarte Lima, Isaltino Morais, B P N e Face Oculta entre outros, não pode ser credivel em termos de justiça..
quinta-feira, 26 de abril de 2012
RETRATO NEGRO
Segurança Social perde receitas, com os números do desemprego a subir, a despesa é superior á receita pondo em sério risco a sustentação da protecção social nos moldes actualmente em vigor.
O Banco Alimentar Contra a Fome, já alertou a sociedade que se encontra no limite das suas capacidades de apoio, porque aumenta diariamente o número de carenciados de ajuda alimentar.
Mais uma vez a policia Britanica volta a provocar as autoridades portuguesas, forçando a abertura de uma revisão do processo no caso Maddie, alegando terem 195 pistas sobre o desaparecimento da menina.
É estranho decorrido quase cinco anos sobre o sucedido e após um árduo empenho das mais diversas autoridades nacionais e Inglesas, ainda tenham um número tão elevado de pistas.
Em meu entender, é mais uma atitude provocatória sobre o nosso país e a nossa policia com a única intenção de nos transferirem o custo da investigação e a responsabilidade de não conseguir-mos concluir o processo.
A prestação dos cuidados de saúde neste país estão a degradar-se permanentemente, não só em termos de custos para o utente como nas condições de acesso particularmente nos locais onde as populações têm maiores dificuldades de deslocação.
Por todas as razões já sobejamente conhecidas, o mercado imobiliário está degradado e nem mesmo a politica de arrendamento veio dar uma lufada de ar fresco ao sector.
É este um pequeno retrato de um país asfixiado, onde as injustiças são cada vez mais evidentes e onde o povo já anda muito deprimido.
Enfim, um retrato muito negro.
O Banco Alimentar Contra a Fome, já alertou a sociedade que se encontra no limite das suas capacidades de apoio, porque aumenta diariamente o número de carenciados de ajuda alimentar.
Mais uma vez a policia Britanica volta a provocar as autoridades portuguesas, forçando a abertura de uma revisão do processo no caso Maddie, alegando terem 195 pistas sobre o desaparecimento da menina.
É estranho decorrido quase cinco anos sobre o sucedido e após um árduo empenho das mais diversas autoridades nacionais e Inglesas, ainda tenham um número tão elevado de pistas.
Em meu entender, é mais uma atitude provocatória sobre o nosso país e a nossa policia com a única intenção de nos transferirem o custo da investigação e a responsabilidade de não conseguir-mos concluir o processo.
A prestação dos cuidados de saúde neste país estão a degradar-se permanentemente, não só em termos de custos para o utente como nas condições de acesso particularmente nos locais onde as populações têm maiores dificuldades de deslocação.
Por todas as razões já sobejamente conhecidas, o mercado imobiliário está degradado e nem mesmo a politica de arrendamento veio dar uma lufada de ar fresco ao sector.
É este um pequeno retrato de um país asfixiado, onde as injustiças são cada vez mais evidentes e onde o povo já anda muito deprimido.
Enfim, um retrato muito negro.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
38 Anos da Revolução de 1974
Esta data deve ser em meu entender objecto de profunda reflexão, não só por tudo o que de momento o povo sente na pele, mas também pela leitura que se terá de fazer pelas ausências nas comemorações de personalidades e entidades com imenso significado no processo.
Tenho neste momento imensas dúvidas se os politicos eleitos para nos governar,representam efectivamente o povo.
O 25 de Abril trouxe-nos entre outras coisas, a liberdade de escolher e de opinião e é ao povo que compete criar as condições para alterar a situação.
Aos pais e avós da geração nascida após 1974, cabe o importante papel de lhes transmitir a verdadeira essência do que era Portugal antes de 1974, já que nas escolas esse conhecimento passa-lhes ao lado.
Tenho neste momento imensas dúvidas se os politicos eleitos para nos governar,representam efectivamente o povo.
O 25 de Abril trouxe-nos entre outras coisas, a liberdade de escolher e de opinião e é ao povo que compete criar as condições para alterar a situação.
Aos pais e avós da geração nascida após 1974, cabe o importante papel de lhes transmitir a verdadeira essência do que era Portugal antes de 1974, já que nas escolas esse conhecimento passa-lhes ao lado.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Estou Cansado
Este deveria ser leitura obrigatória para cada homem, mulher e criança na Jamaica, Reino Unido, Estados Unidos da América, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Portugal
a todo o mundo...
Tenho 64 anos. Excepto num breve período na década de 60 quando fiz o meu serviço militar. Tenho trabalhado duro desde que eu tinha 17 anos, excepto por alguns graves desafios de saúde. Tinha 50 horas por semana e não caí de doente em quase 40 anos. Tinha um salário razoável, mas eu não herdei o meu trabalho ou o meu rendimento, e eu trabalhei para chegar onde estou. Dado o estado da economia, parece que a reforma foi uma má idéia. E estou cansado. Muito cansado.
Estou cansado de que me digam que eu tenho que "espalhar a riqueza" para as pessoas que não tenham a minha ética de trabalho. Estou cansado de que me digam que o governo fica com o dinheiro que eu ganho, pela força se necessário, para dá-lo a pessoas com preguiça para ganhá-lo.
Estou cansado de que digam que o Islão é uma "religião da paz", quando todos os dias eu leio dezenas de histórias de homens muçulmanos matar as suas irmãs, esposas e filhas para "honra" da família; de tumultos de muçulmanos sobre alguma ligeira infracção; de muçulmanos a assassinar cristãos e judeus porque não são"crentes"; de muçulmanos queimando escolas para meninas; de muçulmanos apedrejando adolescentes vítimas de estupro, até a morte, por "adultério"; de muçulmanos a mutilar o genital das meninas, tudo em nome de Alá, porque o Alcorão e a lei Shari diz para eles o fazerem.
Estou cansado de que me digam que em nome da "tolerância para com outras culturas" devemos deixar a Arábia Saudita e outros países árabes usarem o nosso dinheiro do petróleo para financiar mesquitas e escolas 'madrassa' islâmicas para pregar o ódio na Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá, enquanto que ninguém desses países estão autorizados a fundar uma sinagoga, igreja ou escola religiosa na Arábia Saudita ou qualquer outro país árabe, para ensinar amor e tolerância ..
Estou cansado de que me digam para eu baixar o meu padrão de vida para lutar contra o aquecimento global, o qual não é sequer permitido debater...
Estou cansado de que me digam que os toxicodependentes têm uma doença, e eu tenho que ajudar no apoio e tratá-los, pagar pelos danos que eles fazem. Acaso foi um germe gigante, a sair correndo de um beco escuro, agarrá-los, e enchê-los de pó branco pelo seu nariz ou enfiar uma agulha em seu braço enquanto eles tentavam combatê-lo?!
Estou cansado de ouvir ricos atletas, artistas e políticos de todas os partidos falarem sobre os seus erros inocentes, erros estúpidos ou erros da juventude, quando todos sabemos que o eles pensam é que os seus únicos erros foi terem sido apanhados.
Estou realmente cansado de pessoas que não assumem a responsabilidade pelas suas vidas e ações. Estou cansado de ouvi-los culpar o governo, a discriminação, a economia e a falta de equidade social - de facto, eles não durariam muito mais numa sociedade de verdadeira equidade social...
Eu também estou cansado e farto de ver homens e mulheres jovens e adolescentes serem "doca" de tatuagens e pregos na face, tornando-se não-empregáveis e reivindicando dinheiro do governo, como se de um direito se tratasse.
Sim, estou muito cansado. Mas também estou feliz por ter 64 anos .. Porque não vou ter de ver o mundo nojento que essas pessoas estão preparando. Eu só estou triste por minha neta e os seus filhos.
Graças a Deus, estou no caminho de saída e não no caminho de entrada...
Bill Cosby "I'm 64 and Tired" (Born July 12th. 1947)
a todo o mundo...
Tenho 64 anos. Excepto num breve período na década de 60 quando fiz o meu serviço militar. Tenho trabalhado duro desde que eu tinha 17 anos, excepto por alguns graves desafios de saúde. Tinha 50 horas por semana e não caí de doente em quase 40 anos. Tinha um salário razoável, mas eu não herdei o meu trabalho ou o meu rendimento, e eu trabalhei para chegar onde estou. Dado o estado da economia, parece que a reforma foi uma má idéia. E estou cansado. Muito cansado.
Estou cansado de que me digam que eu tenho que "espalhar a riqueza" para as pessoas que não tenham a minha ética de trabalho. Estou cansado de que me digam que o governo fica com o dinheiro que eu ganho, pela força se necessário, para dá-lo a pessoas com preguiça para ganhá-lo.
Estou cansado de que digam que o Islão é uma "religião da paz", quando todos os dias eu leio dezenas de histórias de homens muçulmanos matar as suas irmãs, esposas e filhas para "honra" da família; de tumultos de muçulmanos sobre alguma ligeira infracção; de muçulmanos a assassinar cristãos e judeus porque não são"crentes"; de muçulmanos queimando escolas para meninas; de muçulmanos apedrejando adolescentes vítimas de estupro, até a morte, por "adultério"; de muçulmanos a mutilar o genital das meninas, tudo em nome de Alá, porque o Alcorão e a lei Shari diz para eles o fazerem.
Estou cansado de que me digam que em nome da "tolerância para com outras culturas" devemos deixar a Arábia Saudita e outros países árabes usarem o nosso dinheiro do petróleo para financiar mesquitas e escolas 'madrassa' islâmicas para pregar o ódio na Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá, enquanto que ninguém desses países estão autorizados a fundar uma sinagoga, igreja ou escola religiosa na Arábia Saudita ou qualquer outro país árabe, para ensinar amor e tolerância ..
Estou cansado de que me digam para eu baixar o meu padrão de vida para lutar contra o aquecimento global, o qual não é sequer permitido debater...
Estou cansado de que me digam que os toxicodependentes têm uma doença, e eu tenho que ajudar no apoio e tratá-los, pagar pelos danos que eles fazem. Acaso foi um germe gigante, a sair correndo de um beco escuro, agarrá-los, e enchê-los de pó branco pelo seu nariz ou enfiar uma agulha em seu braço enquanto eles tentavam combatê-lo?!
Estou cansado de ouvir ricos atletas, artistas e políticos de todas os partidos falarem sobre os seus erros inocentes, erros estúpidos ou erros da juventude, quando todos sabemos que o eles pensam é que os seus únicos erros foi terem sido apanhados.
Estou realmente cansado de pessoas que não assumem a responsabilidade pelas suas vidas e ações. Estou cansado de ouvi-los culpar o governo, a discriminação, a economia e a falta de equidade social - de facto, eles não durariam muito mais numa sociedade de verdadeira equidade social...
Eu também estou cansado e farto de ver homens e mulheres jovens e adolescentes serem "doca" de tatuagens e pregos na face, tornando-se não-empregáveis e reivindicando dinheiro do governo, como se de um direito se tratasse.
Sim, estou muito cansado. Mas também estou feliz por ter 64 anos .. Porque não vou ter de ver o mundo nojento que essas pessoas estão preparando. Eu só estou triste por minha neta e os seus filhos.
Graças a Deus, estou no caminho de saída e não no caminho de entrada...
Bill Cosby "I'm 64 and Tired" (Born July 12th. 1947)
terça-feira, 14 de junho de 2011
O OUTRO LADO DA GUERRA II
No passado mês de Março, comemorou-se o 50º aniversário do início da guerra do ultramar para uns ou colonial para outros.
Sempre atento a tudo o que se relacione com o tema mais uma vez, não quero deixar de escrever algumas linhas sobre o que penso sobre o assunto.
Numa cerimónia alusiva à efeméride, o chefe de Estado Aníbal Cavaco Silva, afirmou a determinado momento:
" Importa que os jovens deste tempo se empenhem em missões e causas essenciais ao futuro do país com a mesma coragem, o mesmo desprendimento e a mesma determinação com que os jovens de há 50 anos assumiram a sua participação na guerra do ultramar.”
Como se percebeu pelas diversas reacções posteriores, tais palavras não foram entendidas consensualmente como era de esperar pelas diversas cores políticas.
Por isso gostava de recordar aos mais novos e aos menos atentos ao que foi a nossa intervenção nesta guerra, o seguinte:
Estima-se que nas três frentes, Angola, Guiné e Moçambique, tenham falecido 9000 homens, 30000 feridos evacuados, mais de 100000 doentes e feridos e ainda muito provavelmente mais de 140000 afectados psicologicamente pela guerra.
Foram custos demasiado elevados para um país com menos de 10 milhões de habitantes.
Existe uma grande diferença entre os jovens desse tempo e os que hoje representam o país em missões no estrangeiro aos quais se dirigiu o presidente da república.
Durante o período em que o governo de então sustentou a guerra, os jovens militares foram obrigados a baterem-se por causas de sobrevivência e honestidade individual, onde se incutia a ideia da defesa da Pátria.
Eram na sua grande maioria, jovens rurais simples e puros aldeões sem ideais de glória, ou jovens a quem lhes foram barrados projectos académicos e profissionais, enviados à força sem possibilidade de recusa e como única alternativa a deserção ou emigração a saltamos como forma de fugirem à guerra.
Recordemos igualmente, os enormes sacrifícios porque a maioria passou e a forma como alguns dos jovens caídos em combate, eram enterrados no mato à sombra de um qualquer embondeiro.
Fomos jovens que cumprimos a sua parte mais que o dever impunha e honraram-se.
Para o governo de então, da guerra apenas interessava a prestação, os sofrimentos e sacrifícios para de imediato abandonarem os sacrificados sem cuidado nem honra.
Foram para a guerra deixando mulheres, filhos e restante família e quando regressaram estes também não tinham percebido muito bem aquilo porque eles passaram.
Os feridos, tinham que se preparar para enfrentar os familiares que ficavam de rosto espantado porque não era aquele homem que tinha visto partir.
Só quem presenciou, pode testemunhar o que foi esse sofrimento e até simples marcas de estilhaços (pontos negros), que deformavam o corpo, tinham um efeito psicológico negativo tremendo.
Ao contrário do que sucede hoje, não havia qualquer tipo de apoio psicológico para os militares e suas famílias e dos parcos vencimentos que auferiam, uma boa parte era deixado cá para ajudar o sustento da família. Foi igualmente muito importante mas também não devidamente reconhecido o papel de mulheres enfermeiras pára-quedistas que embora não estivessem vocacionadas para combater, foram extremamente úteis no apoio e tratamento das sequelas morais e físicas.
Considerando as condições desse tempo, não podem restar dúvidas que os militares empenhados naquela guerra foram autênticos heróis e ao estado português resta-lhe enquanto é tempo, o dever morar de os homenagear, cumprir com o que foi aprovado na assembleia da república e não os esquecer e ignorar como tem feito até aqui.
Todos os países que tiveram militares nas suas ex colónias em África, souberam dignificar os seus jovens, Portugal já não tem muito tempo para o fazer, pois os primeiros combatentes ainda vivos têm mais de setenta anos.
Sempre atento a tudo o que se relacione com o tema mais uma vez, não quero deixar de escrever algumas linhas sobre o que penso sobre o assunto.
Numa cerimónia alusiva à efeméride, o chefe de Estado Aníbal Cavaco Silva, afirmou a determinado momento:
" Importa que os jovens deste tempo se empenhem em missões e causas essenciais ao futuro do país com a mesma coragem, o mesmo desprendimento e a mesma determinação com que os jovens de há 50 anos assumiram a sua participação na guerra do ultramar.”
Como se percebeu pelas diversas reacções posteriores, tais palavras não foram entendidas consensualmente como era de esperar pelas diversas cores políticas.
Por isso gostava de recordar aos mais novos e aos menos atentos ao que foi a nossa intervenção nesta guerra, o seguinte:
Estima-se que nas três frentes, Angola, Guiné e Moçambique, tenham falecido 9000 homens, 30000 feridos evacuados, mais de 100000 doentes e feridos e ainda muito provavelmente mais de 140000 afectados psicologicamente pela guerra.
Foram custos demasiado elevados para um país com menos de 10 milhões de habitantes.
Existe uma grande diferença entre os jovens desse tempo e os que hoje representam o país em missões no estrangeiro aos quais se dirigiu o presidente da república.
Durante o período em que o governo de então sustentou a guerra, os jovens militares foram obrigados a baterem-se por causas de sobrevivência e honestidade individual, onde se incutia a ideia da defesa da Pátria.
Eram na sua grande maioria, jovens rurais simples e puros aldeões sem ideais de glória, ou jovens a quem lhes foram barrados projectos académicos e profissionais, enviados à força sem possibilidade de recusa e como única alternativa a deserção ou emigração a saltamos como forma de fugirem à guerra.
Recordemos igualmente, os enormes sacrifícios porque a maioria passou e a forma como alguns dos jovens caídos em combate, eram enterrados no mato à sombra de um qualquer embondeiro.
Fomos jovens que cumprimos a sua parte mais que o dever impunha e honraram-se.
Para o governo de então, da guerra apenas interessava a prestação, os sofrimentos e sacrifícios para de imediato abandonarem os sacrificados sem cuidado nem honra.
Foram para a guerra deixando mulheres, filhos e restante família e quando regressaram estes também não tinham percebido muito bem aquilo porque eles passaram.
Os feridos, tinham que se preparar para enfrentar os familiares que ficavam de rosto espantado porque não era aquele homem que tinha visto partir.
Só quem presenciou, pode testemunhar o que foi esse sofrimento e até simples marcas de estilhaços (pontos negros), que deformavam o corpo, tinham um efeito psicológico negativo tremendo.
Ao contrário do que sucede hoje, não havia qualquer tipo de apoio psicológico para os militares e suas famílias e dos parcos vencimentos que auferiam, uma boa parte era deixado cá para ajudar o sustento da família. Foi igualmente muito importante mas também não devidamente reconhecido o papel de mulheres enfermeiras pára-quedistas que embora não estivessem vocacionadas para combater, foram extremamente úteis no apoio e tratamento das sequelas morais e físicas.
Considerando as condições desse tempo, não podem restar dúvidas que os militares empenhados naquela guerra foram autênticos heróis e ao estado português resta-lhe enquanto é tempo, o dever morar de os homenagear, cumprir com o que foi aprovado na assembleia da república e não os esquecer e ignorar como tem feito até aqui.
Todos os países que tiveram militares nas suas ex colónias em África, souberam dignificar os seus jovens, Portugal já não tem muito tempo para o fazer, pois os primeiros combatentes ainda vivos têm mais de setenta anos.
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